Resposta rápida: o enxerto ósseo dentário é um procedimento cirúrgico que repõe ou regenera o osso da boca quando ele não tem altura ou largura suficientes para receber um implante. Costuma ser indicado depois da perda de um dente, de infecções ou de doença na gengiva. A cirurgia é feita com anestesia local e, em geral, o novo osso leva de 4 a 8 meses para se formar antes do implante. Só a avaliação com tomografia mostra se você precisa dele.

Ter um sorriso completo é importante para mastigar, falar e se sentir bem. Quando um dente é perdido ou passa por uma infecção grave, o osso que dava suporte a ele começa a perder volume aos poucos. Esse processo se chama reabsorção óssea.

Nesses casos, para colocar um implante com segurança, o dentista pode indicar um enxerto ósseo dentário. Neste artigo, explicamos o que é, quando é indicado, quais materiais são usados e como é a recuperação.

O que é o enxerto ósseo dentário?

O enxerto ósseo dentário é uma cirurgia comum na odontologia que reconstrói ou regenera o osso da boca. O objetivo é devolver o volume que foi perdido.

Na prática, o material aplicado funciona como uma estrutura de apoio. Ele estimula o próprio organismo a formar osso novo no local, preparando a região para receber o implante dentário com firmeza.

Como o corpo forma o novo osso?

A formação do novo osso é gradual e acontece por três mecanismos:

  1. Osteogênese (formação direta): células vivas do próprio material ajudam a formar osso novo. Isso acontece apenas quando o osso vem do próprio paciente.
  2. Osteoindução (estímulo): o enxerto envia sinais que atraem para a região as células responsáveis por formar osso.
  3. Osteocondução (estrutura de apoio): o material serve de “andaime” para que vasos sanguíneos e o novo osso cresçam e se organizem.

Cada tipo de material atua em um ou mais desses mecanismos.

Quais são os tipos de enxerto ósseo?

O material é escolhido no planejamento, de acordo com os exames e o volume de osso a reconstruir. Muitas vezes, mais de um tipo é combinado.

  • Osso do próprio paciente (autógeno): geralmente retirado de outra região da boca. É do próprio organismo, mas exige uma segunda área cirúrgica.
  • Osso de doador humano (homógeno): vem de bancos de tecidos regulamentados, com controle rigoroso de qualidade e segurança.
  • Osso de origem animal (xenógeno): geralmente bovino e purificado. É biocompatível, muito usado e ajuda a manter o volume da região durante a cicatrização.
  • Material sintético (aloplástico): produzido em laboratório com minerais semelhantes aos do osso natural, como cálcio e fosfato.

Quando o enxerto ósseo é indicado?

Sem o dente, o osso deixa de receber o estímulo da mastigação e vai diminuindo com o tempo. O enxerto é indicado principalmente para:

  • Preparo para implante dentário: quando a altura ou a largura do osso não é suficiente para fixar o implante.
  • Dentes perdidos há muito tempo: quanto mais tempo sem o dente, maior costuma ser a perda óssea.
  • Perda óssea causada por doença na gengiva: a periodontite pode destruir o osso ao redor dos dentes. Entenda a doença em [LINK: Gengivite e periodontite: qual a diferença?].
  • Levantamento do seio maxilar: cirurgia na parte de trás da arcada superior que cria altura de osso abaixo do seio maxilar, uma cavidade de ar logo acima dos dentes posteriores.
  • Preservação após extração: feita no mesmo momento em que o dente é retirado, para a região não perder volume durante a cicatrização.

Como é feito o tratamento?

Muitos pacientes têm receio de sentir dor. A cirurgia é feita com anestesia local, e durante o procedimento o paciente costuma sentir apenas pressão.

  1. Avaliação e planejamento: a tomografia computadorizada mostra a altura, a largura e a densidade do osso em 3D.
  2. Cirurgia: com a região anestesiada, o enxerto é posicionado e, geralmente, coberto por uma membrana protetora que ajuda na cicatrização.
  3. Integração do osso: em geral, de 4 a 8 meses, conforme o volume reconstruído e o material usado.
  4. Colocação do implante: com o osso formado, o implante é fixado.

Em alguns casos, o enxerto e o implante podem ser feitos na mesma cirurgia.

Como é a recuperação do enxerto ósseo?

Inchaço e desconforto nos primeiros dias são comuns e costumam ser controlados com a medicação prescrita. Para uma boa recuperação:

  • Tome apenas os medicamentos indicados pelo dentista, nos horários orientados.
  • Faça repouso nos primeiros dias e evite esforço físico.
  • Prefira alimentos macios e mastigue do lado oposto ao do enxerto.
  • Não fume: o cigarro é uma das principais causas de falha do enxerto.
  • Mantenha a higiene, sem escovar diretamente sobre os pontos até a liberação do dentista.
  • Compareça aos retornos de acompanhamento.

Sinais de alerta: sangramento que não para, febre, inchaço que aumenta depois do terceiro dia ou saída de pus exigem contato com o dentista.

Perguntas frequentes

Todo implante dentário precisa de enxerto ósseo?

Não. O enxerto só é necessário quando a tomografia mostra que a altura ou a largura do osso não sustenta o implante com segurança.

Enxerto ósseo dói?

Durante a cirurgia, não, porque ela é feita com anestesia local. Nos primeiros dias, é comum sentir desconforto e inchaço, controlados com a medicação prescrita.

O corpo pode rejeitar o enxerto ósseo?

A rejeição é rara com os materiais biocompatíveis usados hoje. O que pode acontecer é o enxerto não se integrar bem, em geral por infecção, cigarro ou falta de cuidados no pós-operatório.

Quanto tempo depois do enxerto posso colocar o implante?

Em geral, de 4 a 8 meses, conforme o volume de osso reconstruído. Em alguns casos, o implante é colocado na mesma cirurgia do enxerto.

Quem fuma pode fazer enxerto ósseo?

O caso pode ser avaliado, mas o cigarro reduz a circulação e aumenta o risco de falha. O dentista orienta suspender o fumo antes e depois da cirurgia.

Quanto custa um enxerto ósseo dentário?

Depende do tipo de material, do volume de osso a reconstruir e de o implante ser feito junto ou não. O valor é definido após a avaliação e a tomografia.

Enxerto ósseo e implante na Chácara Santo Antônio, em São Paulo

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Não deixe a falta de osso adiar o seu implante.

Por Dra. Rebecca Toni – CRO/SP 107058